cinema | 28/12/11
Filmes de culto(2):
O Pecado mora ao Lado
João Medina
Na suas interpretações mais notáveis, Marilyn desempenhara várias facetas de mulher fatal, como o que procura matar o seu marido (Niagara, 1953), uma cantora de cabaret no meio de cow-boys (River of no Return, de Otto Preminger, 1954), caçadora de um marido milionário ao lado de outras duas Dianas com o mesmo projecto (How to Marry a Millionaire, de Jean Negulesco, 1953), de novo, cantora num saloon (Bus Stop, de Joshua Logan, 1956), corista que exaspera um ríspido e pedante príncipe balcânico de visita a Londres (O Príncipe e a Corista, com Laurence Olivier, 1957), e ainda noutros papéis nos quais ia revelando de modo crescente a sua real capacidade como actriz, embora com todos os defeitos de uma diva de Hollywood – Billy Wilder odiou-a ao realizar o seu Quanto mais quente melhor (1959) – até aos Misfits (John Huston, 1961), no qual, de certo modo, na fase de colapso das suas relações com Arthur Miller, autor do guião desse filme, desempenhava o drama da sua própria vida e do fracasso do seu casamento.
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